Li um artigo que pontuava a diferença entre alergia ao leite e intolerância à lactose e me identifiquei. Nossa afilhada teve alergia, manifestada antes de 1 mês de vida. Eu tenho intolerância, que piorou com a idade! São situações distintas e vale a pena se informar. Os sintomas da dificuldade para digerir o leite são fáceis de observar: desconforto abdominal, vômitos e baixo ganho de peso. Na família do meu marido há dois casos bem extremados de alergia ao leite (inclusive materno) que se manifestaram nas primeiras semanas de vida das bebês e causaram grande apreensão na família, mas foram contornados com cuidados alimentares, como a adoção de leite de soja (no caso da minha cunhada, nascida em 1969) e leite de cereais (no caso da sobrinha, de 2003). Curiosamente as mães não são alérgicas ao leite, mas os bebês foram. No meu caso minha mãe e meu pai têm certa dificuldade para digerir leite, mas nunca desconfiaram que eu também tivesse e só adulta eu me apercebi de que minhas enxaquecas tinham este gatilho alimentar.
Como este desconforto se dá?
Para que o leite possa ser bem aproveitado, o organismo produz uma enzima chamada lactase, capaz de quebrar a lactose, que é um carboidrato presente nesse alimento. Em pedaços menores, a lactose pode ser absorvida pelo corpo. Mas se a pessoa produz pouca lactase, esse carboidrato chega intacto ao intestino, fermenta e provoca cólica, gases, diarreia entre outros sintomas. Ainda não se sabe exatamente o que leva uma criança a desenvolver intolerância à lactose. Em algumas situações, é uma condição genética, por isso. se os pais apresentam o problema, é preciso ficar mais atento ainda. Mas, na maioria das vezes, trata-se de uma situação transitória. Com o tempo, o organismo infantil amadurece e a intolerância desaparece.
De fato, no caso da nossa sobrinha, com um ano ela já comia queijinhos e hoje até toma leite, embora não seja super fã. A alergia cedeu. Minha intolerância não reduziu, mas eu posso consumir iogurte e outros alimentos lácteos que já quebraram a lactose sem sentir desconforto.
Uma corrente de pensadores defende que o organismo reduz a produção de lactase em quantidade suficiente, por conta do envelhecimento (amadurecimento?!) ou por lesões no sistema digestivo. Mas os alérgicos sofrem mais….
Para que o leite possa ser bem aproveitado, o organismo produz uma enzima chamada lactase, capaz de quebrar a lactose, que é um carboidrato presente nesse alimento. Em pedaços menores, a lactose pode ser absorvida pelo corpo. Mas se a pessoa produz pouca lactase, esse carboidrato chega intacto ao intestino, fermenta e provoca cólica, gases, diarreia entre outros sintomas. Ainda não se sabe exatamente o que leva uma criança a desenvolver intolerância à lactose. Em algumas situações, é uma condição genética, por isso. se os pais apresentam o problema, é preciso ficar mais atento ainda. Mas, na maioria das vezes, trata-se de uma situação transitória. Com o tempo, o organismo infantil amadurece e a intolerância desaparece.
De fato, no caso da nossa sobrinha, com um ano ela já comia queijinhos e hoje até toma leite, embora não seja super fã. A alergia cedeu. Minha intolerância não reduziu, mas eu posso consumir iogurte e outros alimentos lácteos que já quebraram a lactose sem sentir desconforto.
Uma corrente de pensadores defende que o organismo reduz a produção de lactase em quantidade suficiente, por conta do envelhecimento (amadurecimento?!) ou por lesões no sistema digestivo. Mas os alérgicos sofrem mais….
“Quando há alergia, a vilã não é a lactose, mas proteínas presentes no alimento, em especial a caseína, a alfa-lacto-albumina e a beta-lactoglobulina. O corpo as enxerga como elementos estranhos e coloca em ação o sistema imunológico, que passa a atacá-las. Esse exército de defesa acaba por afetar outras regiões do corpo, como o sistema digestivo, e provoca sintomas que parecem não ter nada a ver com o leite, como a rinite e a tosse.”
No meu caso vejo outro fator que “piora” o quadro… Uma pesquisa realizada pela Universidade de Cornell em 2009 demostrou que pessoas com ancestrais que viviam em locais onde o leite era abundante e higienizado, como a Europa, apresentam uma facilidade maior para digerir o leite, assim como quem tem ancestrais com alimentação menos ligada ao leite e seus derivados apresentam maior grau de intolerância à lactose. A conclusão é que, de geração para geração, o organismo dessas pessoas foi perdendo a capacidade de produzir lactase. Meus avos vieram do Japão por volta de 1920, muito antes que o consumo de leite se tornasse comum por lá, coisa que só aconteceu depois da década de 1960, com a chegada do café como bebida do cotidiano.
Tanto a intolerância quanto a alergia ao leite são muito comuns na primeira infância. Um estudo da Universidade de Delaware demonstrou que cerca de 7% das crianças de 0 a 2 anos têm alergia ao leite, geralmente ao de vaca e que esta é uma das alergias mais comuns na infância. O relato pessoal e os links para os estudos ajudaram? Espero que sejam úteis como alertas para possíveis dificuldades digestivas que, se não apercebidas, podem causar grande desconforto e até sofrimento.

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